

O grande mito sobre o homem frio e calculista .
Um olhar vazio e sem expressão, um terno bem alinhado, um cigarro entre os dedos e uma postura de "macho alfa", inabalável e destemido.
Essa imagem faz muitas pessoas se confundirem por não saberem diferenciar o mundo fictício do verdadeiro cálculo frio e do raciocínio estratégico.O segredo não está em agir como se não tivesse emoções.
Muito pelo contrário: estudos da neurociência mostram que, se você tenta suprimir suas emoções (fingindo não sentir nada), você causa um enorme esgotamento do seu Sistema 2, que é a parte do cérebro responsável pelo raciocínio lógico. Isso prejudica diretamente a sua tomada de decisão.
Então, você deve estar se perguntando: “Não existem estrategistas frios e calculistas?”. Sim, existem, e você pode se tornar um deles, mas da maneira correta.
Eu sei que é muito legal parecer com o Thomas Shelby, com aquele olhar marcante e as frases impactantes de um personagem que foi feito para ser incrível.
Porém, em vez de tentar não sentir as emoções, você deve tentar entendê-las. Olhe para dentro de si mesmo, como se estivesse observando a situação de fora, e pergunte-se: Por que estou sentindo isso? Por que estou com raiva? Ou com medo? Alegria?.
Se alguém te provocar, é óbvio que você vai se sentir zangado, e isso é completamente normal. Você não é um robô, é um ser humano. Sinta essa raiva, mas não reaja a ela imediatamente. O seu lado emocional está te avisando que há algo errado com a atitude daquela pessoa, mas não tome nenhuma atitude antes de se questionar: Por que estou tão chateado? Por que isso que essa pessoa disse me deixa tão zangado? Qual é o real problema aqui? Se existe mesmo um problema, o que eu devo fazer?.
Nesse momento, o seu lado racional assume o controle. Você entende o problema e se pergunta: Qual é a melhor forma de resolver essa situação com o mínimo de danos possível? Não pense em prejudicar ou agredir a pessoa que está te provocando.
Primeiro, pense em você e nas pessoas que são importantes para você. Qual é a melhor maneira de lidar com isso? Eu preciso mesmo me desgastar com essa situação? Ou posso simplesmente ignorar essas provocações, sabendo que elas não me afetam?Se você concluir que precisa agir, então deve pensar em um argumento racional para rebater aquela provocação, encontrando falhas e incoerências no discurso do outro.
Tudo isso são pensamentos extremamente racionais que só começaram porque você decidiu olhar para as suas emoções, entendê-las e
buscar respostas sobre como lidar com elas.Por outro lado, se você escolhe o caminho de suprimir as emoções, dizendo para si mesmo: “Eu tenho que parar de sentir essa raiva, agora não sinto nada porque sou frio”, isso ocupa a sua mente e traz um desgaste enorme.
Esse esforço drena a energia que você precisaria para tomar a melhor decisão estratégica. Além disso, você provavelmente não conseguirá manter esse controle por muito tempo. O esgotamento se transforma em estresse acumulado, e você acabará explodindo em outra ocasião, muitas vezes com pessoas que não merecem a sua ira.
Quando você está em um estado racional, percebe que, se quiser vencer um debate — seja no trabalho, na família, na igreja ou na comunidade —, você precisa do apoio das pessoas. Dependendo da forma como você reagir, será mais difícil conseguir esse apoio. Mas, se você não perde a cabeça e usa argumentos lógicos que desarmam o adversário enquanto ele apenas grita e xinga, você naturalmente conquista o apoio do público e vence a batalha.Na história real, tiranos impulsivos caem rápido. Estrategistas que mantêm a calma enquanto o adversário se descontrola vencem pela narrativa. Quem assiste à discussão passa a ver o provocador como fraco e você como a autoridade.
Você deve sentir as emoções. Não tente controlar suas expressões faciais para parecer um robô inexpressivo. Você pode sentir raiva; você só não pode tomar decisões sendo dominado por ela. Primeiro reflita, converse com você mesmo no seu espaço interno. Isso é metacognição: o maior nível de inteligência, que é pensar sobre o seu próprio pensamento e sentimento.
“Um verdadeiro estratégista deve ver o mundo como um tabuleiro de xadrez, onde cada movimento sempre deve ser feito levando em consideração a seguinte pergunta: o que eu vou ganhar com isso?.
É preciso buscar vantagem de espaço, material ou iniciativa. Devo saber se é hora de atacar ou é hora de defender. é necessário enchergar o tabuleiro de fora, como se estivesse assistindo a partida de outra pessoa, analisando friamente qual é a melhor jogada para as pretas naquele momento( se estiver jogando de pretas).
isso faz o indivíduo sair do campo influenciado pelas emoções. elas ainda estão lá, mais não controlam você; é você quem as controla.
Essa mesma lógica se aplica a uma discussão em que alguém tenta te provocar.
Após sentir a raiva, em vez de agir, você analisa essa emoção olhando de fora. você entra no modo racional Imagine que não é você naquela situação e sim um personagem. pergunte-se: ‘O que Thomas Selby deveria fazer nessa situação?’ Xingar de volta não ia prejudicar os seus negócios? Ele deveria ignorar a provocação? Ou pensar racionalmente em um argumento para contra atacar ? Talvez usar um tom de deboche?.
Tudo isso deve ser analisado como se você estivesse dando um conselho pra outra pessoa. Tome uma atitude que você seja capaz de explicar depois, de forma calma e racional, demonstrando os ganhos reais que ela trouxe , imaginar- se explicando seu raciocínio pra alguém gera um resultado colossal, porque a melhor forma de aprender é ensinando. Tente explicar talvez pra si mesmo o seu raciocínio, ao fazer isso você está pensando de forma racional.”
Não se defenda, ataque. No xadrez, se o oponente inicia um ataque agressivo, a resposta ideal é revidar com movimentos ainda mais agressivos e inteligentes. Seu lance precisa incomodar e desestabilizar o adversário.
Se você permitir que o medo assuma o controle e começar a se defender desesperadamente, acabará preso em uma posição passiva, onde o outro dita as regras do jogo.Em uma discussão ou negociação, a lógica é exatamente a mesma: você não pode passar o tempo todo se explicando ou se defendendo das acusações. Essa atitude passiva entrega o controle do jogo nas mãos dele.
O segredo é contra-atacar, obrigando o oponente a se defender.Mas atenção: esse ataque deve ser puramente estratégico, nunca baseado em gritos ou xingamentos. Quando o adversário fizer uma crítica, questione a relevância, a intenção ou a lógica do argumento dele. Dessa forma, ele passará a ter que se explicar, e você assumirá o domínio da situação.
Se ele lhe fizer uma pergunta provocativa, responda com outra pergunta — de preferência, uma que o deixe desconfortável.No xadrez, isso equivale ao momento em que o oponente ataca o seu cavalo e você, em resposta, ataca a dama dele. Como a dama vale muito mais que o cavalo, ele será obrigado a parar o próprio plano para salvar a peça principal. Enquanto ele gasta tempo e energia tentando se defender do problema que você criou, você ganha tempo e espaço para planejar o próximo golpe, até que ele não aguente mais a pressão.
O Shelby da Ficção vs. O Estrategista da Vida Real: O Poder Sem Força BrutaNa série Peaky Blinders, Thomas Shelby usa uma forte dose de intimidação física e medo para fazer os outros obedecerem. Mas sejamos realistas: no mundo de hoje, você não é um gângster da Inglaterra de 1919. Tentar dominar as pessoas pelo medo ou pela agressividade na vida real não vai te trazer respeito, vai te trazer isolamento, demissões ou processos judiciais.O verdadeiro segredo de Thomas Shelby não está nas armas ou nas navalhas, mas na sua postura mental. O que realmente assusta e fascina seus oponentes é a sua calma inabalável sob pressão, a sua economia de palavras e a sua capacidade de antecipar os movimentos dos rivais antes que eles aconteçam. No cenário atual, você não precisa de uma gangue para exercer poder. A sua inteligência fria, o seu conhecimento estratégico e a sua postura firme são as ferramentas modernas que fazem as pessoas respeitarem a sua mente. O estrategista da vida real domina o ambiente sendo a pessoa mais calma e preparada da sala, e não a mais barulhenta.
“Pensem nisso. ( por ordem dos pe
aky blinderes).”
"
Raciocínio lógico 🧠
Estratégistas nos animes 🧠
Ao contrário do que muitas pessoas pensam os animes não são puro entretenimento e nem tão pouco infantis, pelo menos não todos, muitos animes ensinam lições úteis para o mundo real, a mente estratégica, a dedução lógica e a tomada de decisões são muito explorados em vários animes, como Naruto, death note, code geass, classrom of the elite e hunter x hunter.
Shikamaru é um gênio e um grande estratégista de konoha, e uma das coisas que mais me marcou sobre a inteligência do Shikamaru é quando o asuma sensei disse assim _ Esse garoto é como um velho, ele gosta de fazer tudo lentamente, lentamente mesmo.
Segundo o livro rápido e devagar : duas formas de pensar. No nosso cérebro existem dois sistemas de pensamentos, o pensamento rápido (automático) e o pensamento devagar (consciente). Esses dois tipos de pensamentos são extremamente úteis e o pensamento rápido é o que serve como base para elaborar o pensamento devagar.
O pensamento rápido é mais intuitivo, ele associa o que está vendo no momento com coisas parecidas o qual já vivenciou e chega a uma conclusão rápida, mas nem sempre correta, é como uma primeira impressão sobre algo, eu vejo um homem de kimono e automaticamente chego a conclusão que ele luta artes marciais, isso é automático eu nem preciso me esforçar.
Já o pensamento devagar é usado pra resolver problemas mais complexos, cálculos matemáticos que não são feitos automaticamente, é preciso se esforçar para calcular. A questão é que o pensamento devagar precisa de esforço, reunir e organizar na mente as informações disponíveis, e fazer uma análise mais precisa sem esquecer de nenhum elemento, essa análise mais precisa, exige tempo e foco total da sua mente, é como jogar uma partida de xadrez analisando e calculando cada possível jogada.
O nosso cérebro vive no sistema 1 porque gasta menos energia e é mais rápido, porém esse sistema erra muito e nos torna mais impulsivos e precipitados, é muito mais fácil para nosso cérebro concluir que um lutador mais alto ganhará uma luta contra um lutador baixo, é muito mais difícil assistir e analisar várias lutas dos dois lutadores, indentificar pontos fracos e pontos fortes de cada um, histórico de vitórias e derrotas e finalmente chegar a uma conclusão lógica de quem realmente tem mais chances de vencer.
É isso que torna o Shikamaru diferente dos seus colegas ninjas, Shikamaru está em um nível diferente. por isso ele ganhou as provas chunins, ele usa com maestria o sistema 2 . Em uma luta ele nunca faz a primeira coisa que vem a mente, Shikamaru sempre procura ganhar tempo pra pensar, pois é isso que o sistema 2 exige (tempo) tudo é feito lentamente, reunindo, organizando e analisando informações. É preciso ter todas as informações reunidas pra poder montar um plano, descartar as informações que não serão úteis e focar no restante.
Por que é necessário analisar tantas informações antes de agir? Porque fazendo isso você indentifica quais são e onde estão os problemas que você precisa resolver ou evitar no seu plano e faz um julgamento completo da situação que está na sua frente e quais medidas deve tomar no momento.
O Shikamaru é um gênio que nos ensina muitas coisas, quando o Shikamaru está naquela posição em que ele une as pontas dos dedos de uma mão a outra ele está entrando em um estado de enorme atenção, onde o sistema 2 é quem manda, o sistema 2 é muito mais racional, faz cálculos muito complexos e precisos, mas gasta bastante energia e é por isso que não vivemos constantemente nesse estado, ele é lento e cansativo, porém é extremamente acertivo e é por isso que devemos treinar esse estado ele é como um músculo e pode ser aperfeiçoado com o treino certo.
O treino certo pode ser: a leitura, meditação, jogar xadrez, jogar dama ou fazer exercícios de lógica ou quebra cabeças etc... Essas práticas exigem atenção e foco, escolha uma ou mais dessas atividades e o seu foco deve ser aumentar o tempo que você consegue manter cem por cento de atenção no tabuleiro de xadrez, no livro, na meditação, dama etc...
Uma dica que dou é: ( evite tomar decisões importantes baseado no primeiro pensamento que vier a sua mente). esses pensamentos são frutos do sistema 1, e você deve usar o sistema 2 pra verificar se esse pensamento está correto, você tem que refletir, pensar nas possibilidades e nas consequências de cada possível decisão e só então tomar uma decisão, o xadrez é excelente pra treinar isso, você melhora a sua tomada de decisões, é isso que faz o Shikamaru se destacar em seus combates (a sua capacidade de tomar boas decisões) e isso é muito importante na vida real, no trabalho, nos negócios e nos relacionamentos.
O mais importante é progredir aos poucos (com disciplina e consistência você vai se tornar um estratégista brilhante). Boa partida de xadrez a todos 🧠♟️.
Claro que ninguém consegue manter o sistema 2 ativo e cauteloso o tempo inteiro, isso é impossível. Porém você pode treinar sua mente pra usa-lo em momentos críticos ."
"O que você tem que fazer?
Você deve treinar a meta
cognição, que é o hábito de pensar sobre o seu próprio pensamento, questionar se a sua opinião realmente está correta, e em que ela se baseia.
Se antes de uma decisão importante você questiona sua própria opinião e questiona a decisão que está prestes a tomar, você força seu cérebro a abandonar o piloto automático (sistema 1) e também combate os vieses cognitivos.
Os vieses cognitivos são atalhos que o sistema 1 cria para economizar energia do sistema 2. O sistema 1 cria automaticamente uma primeira impressão baseado em associação de idéias, associando o que está vendo no momento com coisas parecidas que já viu antes, o problema é que isso é carregado de preconceitos e opiniões erradas sobre a realidade que não leva em conta as estatísticas e o que realmente está acontecendo
Os vieses cognitivos é o que faz com que gringos tenham a impressão de que todo brasileiro já viu uma onça ou um macaco, não podem evitar essa idéia. o sistema 1 automaticamente associa o brasil com a floresta amazônica, macacos e onças. mais isso é um erro que ignora totalmente as estatísticas de quantas pessoas vivem nos centros urbanos e que nunca viram esses animais.
O sistema 2 é responsável por verificar as estatísticas e entender que grande parte dos brasileiros nunca viram uma onça de perto. Então se você conhece um brasileiro, é bem mais provável que ele também nunca viu.
O grande problema é que se você toma uma decisão baseada nessa primeira impressão do sistema 1 e não confere as estatísticas (as informações reais sobre o que está acontecendo) há uma grande probabilidade de você tomar a decisão errada."


